San Gennaro (São Janúario)

San Gennaro, para nós, São Januário foi Bispo de Benevento por volta de 300 d.C., esta cidade fica cerca de 65 KM para o interior de Nápoles, naquele tempo um Estado do grandioso Império Romano. Gennaro, contava apenas com 30 anos de idade e já ocupava um lugar de responsabilidade perante os cristãos de sua cidade. Provavelmente era descendente de uma família de nobres de Nápoles, mesmo assim nunca deixou de assistir ao povo mais pobre agindo no meio dele não só com palavras na exortação dos Santos Evangelhos, como também no trabalho e na caridade, diz a tradição, que em poucos anos de trabalho, conseguira varrer por completo a indigência e o desamparo em toda a cidade.

Foi preso quando visitava nas masmorras da cadeia da cidade, o diácono Sósio, seu melhor amigo, e mais alguns jovens que haviam sido encarcerados e supliciados por professarem a fé cristã. A mando do governador, foi conduzido a público para que renegasse sua fé, mas, ao contrário do que queriam as autoridades romanas, Gennaro professou com mais fervor e devoção sua fé em Cristo e na sua Santa Igreja. Imediatamente foi condenado a morrer na fornalha. Lá conduzido, permanece três dias sem que as chamas lhe façam nenhum mal, irritado, o governador romano Timóteo ordena que ele seja atirado as feras do circo. Tal ordem é executada, porém os animais vêm mansamente deitar-se a seus pés. Louco de raiva, ódio e humilhado por suas derrotas em conseguir acabar com Gennaro, Timóteo manda que decapitem a Gennaro e seus amigos. Neste mesmo instante, Timóteo fica cego, e em meio ao desespero, recorre ao próprio Gennaro pedindo-lhe que o cure. Gennaro caridosamente reza sobre o governador e ao final da oração, a luz volta a seus olhos, mesmo assim temendo por sua posição junto ao imperador, não suspende a sentença e o jovem Bispo juntamente com seus amigos é decapitado em Praça Pública.

Foi decapitado a 19 de setembro por volta do ano 305 d.C. durante a perseguição contra os lideres cristãos estabelecida por Diocleciano.Seus restos mortais foram transladados para Nápoles em 13 de abril de (413 ou 431 ou 432, pois os documentos antigos não são muito legíveis neste ponto da história. Segundo nos conta a tradição, uma piedosa senhora teria recolhido o sangue de Gennaro em pequenas ampolas de vidro, tendo várias gerações de sua família guardado essas relíquias. Quando do translado de seu corpo para Nápoles, essas ampolas foram entregues ao Bispo de Nápoles Dom Giovanni, e presume-se que tenham sido colocadas junto ao corpo do Santo.

No dia 17 de agosto de 1398, foi registrado pela primeira vez, foi registrado o fenômeno da liquefação: “O sangue de San Gennaro que estava numa ampola, neste dia apresenta-se liquefeito, como se tivesse sido recolhido a pouco tempo de seu corpo”. No dia 16 de dezembro de 1631, novamente acontece o fenômeno da liquefação do sangue, neste dia Nápoles é salva de ser destruída por uma das maiores erupções da história do Vulcão Vesúvio, atribuiu-se tal milagre a San Gennaro, protetor da cidade.

O milagre da liquefação ocorre em datas fixas: “No sábado que precede o primeiro domingo de maio; Durante os oito dias seguintes da comemoração do translado de seu corpo para Nápoles; No dia 19 de setembro, aniversário do Martírio de San Gennaro e nos nove dias seguintes a este”. Nenhum cientista católico ou não conseguiu explicar ou reproduzir o fenômeno em laboratório. Em virtude de não se permitir a abertura dos frascos, não se sabe o que aconteceria se o conteúdo fosse exposto ao ar depois de tantos séculos.

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