Cantinho Espírita

Provas e Expiações

27/01/2012

Que é que dirige o Espírito na escolha das provas?R: “Ele escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que levem à expiação destas e a progredir mais depressa.”  (O Livro dos Espíritos, questão 264)

Quando deixa a Terra, o Espírito leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza. Chega ao novo estado nem mais nem menos do que foi na Terra; fecha os olhos no corpo para acordar em espírito.             Um engano da grande massa que retorna todos os dias ao mundo dos Espíritos é achar que existe o nada, o sono, que tudo se acaba.             O primeiro grande susto que enfrentará será a “super consciência”. No corpo físico, a consciência, embora sempre presente, fica na maior parte encerrada nos desejos materiais de toda sorte, nas necessidades criadas a todo o momento para suprir a vivência material. Não tendo o hábito das vivências espirituais, “nos sentimos simplesmente matéria” e passamos a valorizar somente aquilo que supre os desejos desta, seja no campo afetivo, emocional ou material.            Quanto mais valoriza as coisas carnais, mais entorpece seus sentidos à percepção das coisas espirituais, o que gradativamente torna a sua constituição espiritual mais densa, mais pesada, mantendo-o num círculo vicioso das necessidades materiais.            Ao deixar a Terra, a alma encontra dificuldades em deixar as coisas materiais, as afeições de que se tenha feito escrava. Os tormentos que enfrenta por não ter mais aquilo que idolatrava como encarnado fá-lo sofrer e não tendo onde esvaziar este sofrimento, purga-o ininterruptamente, 24 horas ao dia. Neste estado, rememora todas as atitudes e as vivências que teve e que julgou erradas, as coisas que não fez e que poderia ter feito.             Com isto, dilata-se-lhe a consciência sobre si mesmo, passa a ver com mais clareza a sua própria história, os seus erros, a necessidade de se melhorar. Volve a Deus o olhar e pede nova oportunidade a fim de modificar o seu procedimento, mudar os seus hábitos, encontrar novamente as pessoas com as quais se sente em dívida a fim de aplacar os estados de remorso, de culpa, de tristeza.            Deus, tocado de misericórdia e amor pelos filhos, não deixa nenhum sem resposta. Resgata-lhe das suas próprias sombras, da sua consciência. Dá-lhe novo corpo, nova vida e esquecimento do passado para que a alma possa recomeçar. Com a sua anuência, é traçado novo roteiro em que irá de encontro com as situações e pessoas com as quais teve suas quedas. A convivência com elas se lhe tornará uma prova constante exigindo-lhe esforço de aperfeiçoamento para vencer a tentação de retornar ao mesmo ponto do passado.            Se, sob o esquecimento, a alma se rebela, a prova passa a ser uma expiação, uma vez que o curso traçado antes da reencarnação será seguido conforme o previsto. A alma poderá desertar dele se quiser, mas sobre isto responderá novamente no futuro.            Por isto que, ser feliz, é uma escolha que sempre é de responsabilidade de cada um. Ninguém é culpado daquilo que fazemos para nós mesmos.            Para nos servir de guia em busca desta felicidade, Jesus Cristo materializou-se na Terra, vivenciando situações do dia a dia para ensinar a forma de aproveitar melhor a experiência, para isto deixou-nos o seu Evangelho como roteiro inquestionável nos dando a certeza de que tudo é possível para aquele que deseja crer.

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