“O Espiritismo caminha junto com o materialismo sobre o terreno da matéria; admite tudo o que este admite; mas ali onde este se detém, o Espiritismo vai além.” (A Gênese – 10:30)
No conceito da gênese material e espiritual, precisamos lembrar as palavras de Jesus ao dizer: “o que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito” (João, 3:6), para analisarmos a origem dos males humanos.Sendo Espíritos, para habitarmos o plano físico e vivenciarmos as experiências necessárias à nossa evolução espiritual, precisamos de um corpo físico. A vivência terrena será elaborada de acordo com duas diretrizes: considerando as experiências malogradas do passado de outras vidas e suas consequências e o que o Espírito deseja alcançar mais além do que já é. Diante disto, Allan Kardec foi muito próprio ao dizer que a reencarnação é um processo de aprendizado através da repetição e da experimentação, o que constitui a educação do Espírito.No processo de repetição das experiências mal sucedidas, a alma, normalmente, carrega consigo danos ou consequências que causou ao seu corpo físico anterior ou ao mecanismo psíquico. Por exemplo, se teve um vício relacionado ao álcool, ao tóxico, ao fumo, que afetam a organização física nos órgãos correspondentes ao vício, o períspirito ou corpo espiritual está afetado com o mesmo dano causado ao corpo físico. Como para se ligar ao novo corpo em formação, o espírito utiliza o seu corpo espiritual, as anomalias que tiver neste se transferirão para o corpo físico, ocasionando assim as doenças ou problemas chamados congênitos.Em outros casos, de acordo ainda com as atitudes passadas que lhe desorganizaram o campo físico ou psíquico, a alma elege passar por determinada enfermidade em um momento da vida física a fim de restabelecer a “saúde espiritual”. Obedecendo a leis de afinidade, elegerá por pais aqueles que terão na sua estrutura genética o que ele necessita para “iniciar” no momento preciso a enfermidade que lhe será uma prova e refazimento, da qual, se vencer, sairá mais forte e “curado” espiritualmente, que lhe possibilitará entrar na vida espiritual, após a morte, de corpo saudável. Para os relacionamentos conflitivos a lei é a mesma.No processo de experimentação, o Espírito elegerá situações que ainda não viveu, mas que considera necessárias para o seu próximo passo evolutivo. Exemplo: observa em si que a sua vaidade está exacerbada lhe impedindo de conseguir vencer situações com os seus semelhantes, ocasionando-lhes muitas vezes humilhações, e isto lhe tem sido um estorvo na sua evolução; escolhe então eleger uma existência de perfil físico feio, de status nulo, de condição financeira escassa ou um trabalho de subserviência, que lhe garantirá vivenciar uma humildade obrigatória, treinando-o para a humildade virtude no futuro.Nas situações evolutivas comportamentais, elegerá ainda para conviver ao seu lado, pessoas com comportamentos semelhantes aos seus, de maneira a lhe exercitar com mais frequência o que deseja melhorar-se. Por isto que normalmente se diz que o que nos incomoda no outro é aquilo que temos em nós mesmos.Portanto, no que corresponde ao conhecimento materialista da genética humana, o ensino espírita está de conformidade, porém, avança além dele para dizer que a solução de todos os problemas humanos está na melhoria do Espírito, do ser que sobrevive à morte física. Quando a ciência material se resolver a observar o Espírito e sua transcedentalidade, conseguirá realizar prodígios no tratamento das anomalias físicas e psíquicas humanas, ajudando o homem também no seu processo auto-curador.