Colunistas

Dia do Catequista

03/09/2010

Padre Pedro

A identidade do catequista começa por exigir um quadro comunitário a convicção de que a comunidade eclesial é o sujeito, a origem e a meta da catequese. Ela é a promotora dos carismas, a primeira responsável pela educação dos seus membros; é ela que deve discernir a vocação de todos aqueles que se sentem chamados. A ela compete enviar os mais idôneos para serem servidores da palavra.

         O quadro comunitário é, pois, a base sobre a qual se começa a esboçar a personalidade específica do catequista.

         Personalidade crente, porque a ação catequética é a expressão de uma fé assumida e traduzida em atitudes. Ser catequista é assumir a fé de tal modo que configure a sua própria personalidade, de sentido à sua vida e lhe proporcione uma certa visão do homem, do mundo e da história, em chave cristã. Esta personalidade crente pressupõe um profundo sentido eclesial, relacionando a sua vocação com a missão evangelizadora da Igreja.

         Como educar, o catequista exprime com a sua vida o que significa ser crente, hoje. Por isso lhe é exigida profundidade e sensibilidade para aglutinar tudo o que é humano, sabendo integrar contemplação e compromisso.

         O catequista conhece profundamente a tarefa fundamental da Igreja e o específico da catequese. Reconhece-se também como porta-vós e enviado da comunidade eclesial. A sua tarefa consiste em transmitir a fé da igreja, em fazê-la ecoar de forma significativa na história do grupo e de cada catecúmeno. Ele é testemunha da tradição viva do povo de Deus: “Recordo-vos o evangelho que vos transmiti, tal como o tinha recebido”, vincula o seu testemunho a fé do povo de Deus, não se limita a transmitir a sua fé, mas inicia, orienta e enriquece o diálogo e o encontro de Deus com o seu povo.

         Ele é o porta-voz da palavra, feita vida e história na comunidade concreta. Assim, quando, por meio da sua ação educativa, introduz na palavra, introduz também na vida da comunidade; quando inicia na fé, inicia também nos valores e atitudes comunitárias.

         O catequista compreende-se também como mediador entre a fé da Igreja e os catecúmenos. Não inventa a fé, recebe-a gratuitamente daqueles que o precedem.  Sua tarefa consiste em atualizá-la no próprio ato da transmissão. É o representante do nós eclesial; a sua vocação está dependente do ministério apostólico; o seu serviço específico consiste em ouvir e acolher na sua vida a palavra, vivê-la e transmiti-la, servindo-se das diversas linguagens que permitem a sua compreensão e assimilação.

         Parabéns a todos os catequistas.

    

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