Se por um lado cresce o número dos adeptos pró-aborto, por outro lado também são muitos os que defendem a vida e os direitos da criança, mesmo antes de nascer.
O amor e a solidariedade devem nos levar à preocupação tanto para com a criança, como também para com mãe; ambas merecem a mesma atenção.
São muitas as instituições beneméritas que acolhem, recuperam e reintegram em suas famílias e na sociedade, as crianças carentes, abandonadas e soropositivos, as jovens dependentes químicas e alcoólatras, as mulheres prostitutas e seus filhos, os moradores de rua e idosos abandonados à própria sorte.
Em todos os anos a Igreja, por ocasião da quaresma, sempre promove a Campanha da Fraternidade que nada mais é do que, um momento forte de um gesto concreto para ajudar essas obras da Igreja. Quando se tratou da defesa à vida, a Campanha da Fraternidade foi clara e decisiva contra a cultura da morte, que lamentavelmente aumenta muito os casos de abortos e essa prática vai contra os valores do Evangelho.
Impressionou-me muito quando vi os participantes da marcha da Campanha, vestindo camisetas em que apareciam dois pezinhos de um bebê ainda por nascer, eram destacados pelo slogam: “Deixa-me viver! Diga não ao aborto!” A partir daquela Campanha cresceu o empenho e a conscientização em favor da vida dos nascituros e contra o aborto. Por outro lado, infelizmente, aumentam os criminosos contra a criança após o nascimento, como estamos vendo nesses dias nos jornais e TV, sendo abandonadas nas calçadas, ou jogadas nos esgotos. É preciso e urgente que se faça um trabalho de orientação junto a essas mães desnaturadas, preocupadas muito mais consigo mesmas que com a vida dos que geraram.
Pouco importa que nos casos de gravidez, fruto de estupro ou alto risco, a lei brasileira despenalize os pais e médicos que os pratiquem. Sempre será um crime hediondo.
O aborto voluntário e provocado não deve ser rejeitado somente por motivos religiosos. Não é uma questão que interessa apenas aos cristãos atentos ao mandamento do decálogo “Não Matar!” É uma gravíssima agressão ao direito mais fundamental de todos, o direito à vida. A vida de qualquer ser inocente deve, em qualquer caso, ser respeitada.
É contraditório e incompreensível que se legalize o aborto, quando em todo o mundo se grita em defesa das focas, baleias, aves em instituição, defesa dos animais em geral, etc. Será que a vida de um bebê no ventre de sua mãe não tem mais valor, ou pelos menos o mesmo valor de um animal? Mais incompreensível ainda quando se despenalize o atentado à vida dos nascituros, verdadeira pena de morte contra um ser humano, totalmente indefeso e inocente, quando se rejeita contra os maiores criminosos.
Mais uma vez como pároco de uma Igreja comprometida com a vida humana, desde a sua concepção até ao estado terminal, lembro aos pais que geraram uma nova vida, aos médicos esquecidos do juramento que fizeram em sua formatura e as autoridades constituídas, o sagrado dever de respeitar e não permitirem crimes como o aborto. Terão, um dia, de prestar severas contas ao Deus da vida.
A todos aqueles, que como eu defendem a vida, conscientes que são pela sacralidade da vida humana, ao direito dos nascitivos à vida, ao clamor dos covardemente agredidos, que se coloquem corajosos e publicamente, em defesa de suas vidas. Protestem contra as autoridades coniventes com uma política antinatalista, suicida que, a cada dia, rejeita a criança. Esse apelo que faço estende-se também às Igrejas Evangélicas que, como os católicos, aceitam a Lei de Deus, especialmente o 5º mandamento do Decálogo. Caso contrário, “quem cala, consente”.