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FÉ E RAZÃO

22/01/2009

Conego Eloy Pupin

O saudoso Papa João Paulo II deixou-nos um belíssimo documento intitulado: “Fides et Ratio” onde ele afirmava serem as duas como uma águia com duas asas necessárias para se chegar ao fim ultimo.


Se nossa fé é racional, então ela torna-se objetiva e se nossa razão é iluminada pela fé, então ela se torna sensata, prudente e sempre alcança seu objetivo.


Todavia, se a verdade é proposta pela fé, então ela se torna completa e objetiva, numa palavra, torna-se evidente.
Se a verdade proposta para crer não for evidente, a inteligência não vai conseguir aderir sem o especial auxilio da vontade. Também a vontade, sem as disposições morais necessária, não conseguirá alcançar o seu objetivo. Razão, vontade livre e graça são três fatores importantes no qual nasce a nossa fé.
A razão quando bem usada, é um meio necessário para aprofundar na fé.

Entretanto, é preciso dizer que racional não é o mesmo que racionalista. Este não usa sua razão como objetividade, mas com muita superficialidade, sem reflexão, sem tempo para meditar, levado pelas vaidades, pelos falsos ídolos como o dinheiro, o ter e o prazer. Isto dificulta a fé.


Outros ainda não crêem porque a sua religião é infantil, preconceituosa. Muitos não querem crer porque é cômodo para eles, uma vez que já se encontram instalados e escravos de certos costumes imorais. Muitos são os motivos dessa má vontade: ambição, o desejo de bens temporais e materiais, orgulho, vida imoral, etc.Quem está atolado na lama, não consegue ver nada se não a lama. São aqueles doentes não tanto da cabeça mas do coração apodrecido.


Enfim, a outros incrédulos por falta de uma sólida evangelização ou tiveram uma catequese insuficiente ou ainda porque não chegou a graça do Senhor. Essa graça sempre nos é dada por Deus com toda certeza e para todos os homens.
A graça de Deus chega no momento que não sabemos: as vezes logo de manhã, bem cedo da vida; as vezes já no ocaso da vida, como foi para o bom ladrão crucificado ao lado do Senhor Jesus, quando diz: “lembra-te de mim, Senhor, quando estiveres no paraíso”. Para São Paulo foi repentina, na estrada de Damasco. Também para Santo Agostinho foi como um relâmpago, depois de vinte anos de oração de sua Santa Mãe Mônica.


Podemos concluir que a culpa é só do homem se, já no fim da vida, não tiver ainda encontrado o seu Deus, porque Ele dá a sua graça a todos sem distinção, quando quer, como quer, para quem Ele quer. O seu desejo é que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

 

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