Colunistas

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2OO9

29/01/2009

Conego Eloy Pupin

O tema central da Campanha da Fraternidade deste ano é “A paz é fruto da justiça”, tema esse pronunciado várias vezes pelas autoridades máximas da Igreja, desde os Papas  João XXIII,  Paulo VI, João Paulo II e ultimamente, por Bento XVI.
    O objetivo geral da Campanha é suscitar  o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz entre as pessoas, na família, na comunidade e na sociedade a fim de que cada um  se empenhe na construção da justiça social que seja a garantia se segurança para todos.
    Como o termo justiça é abrangente, a Campanha quer falar também e denunciar sobre a prisão especial, imunidade parlamentar para crimes comuns e foro privilegia do e abuso de poder por parte dos políticos.
    Ainda na ultima diplomação dos prefeitos e vereadores das cidades de Batatais e Brodósqui, o Juiz de Direito da Comarca de Batatais, Doutor Rogério Tiago Jorge os advertia contra tais abusos e que a sociedade não tolera mais. É preciso que cada um de nós denuncie quando necessário, para expurgar de uma vez por todas esse  tumor canceroso que mata nossas esperanças por justiça para todos.
    A indiferença em relação à corrupção na política expressada em enunciado como “rouba, mas faz”, ou “tudo acaba em pizza”, será  alvo da Campanha de 2009.
    Em todos os anos, desde 1964, a Igreja Católica através da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza a C.F. na Quaresma, período  de 40 dias que antecede a Páscoa.
    Neste ano portanto, a Igreja deseja denunciar os “ficha suja”, ou seja, denunciar a gravidade dos crimes contra a ética na política, na economia e nas  gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial do foro privilegiado e da  imunidade parlamentar para os crimes comuns. Os crimes do “colarinho branco” não são violentos em si, mas geram outras formas de violência.
    Há uma mentalidade em alguns políticos dizendo que é preciso levar vantagem em tudo e sempre mesmo que para isso seja preciso enganar.
    Esse modo de proceder de alguns políticos tem se tornado repetitivo devido a impunidade reinante. Quem tem poder e dinheiro nunca será condenado; ao contrário, para o pobre, para o desvalido, qualquer ato, ainda que não seja grave, é motivo para prendê-lo. Por isso, a CNBB também usará a C.F. para divulgar o trabalho das defensorias públicas, que dão assistências públicas, que dão assistência jurídica a pessoa de baixa renda, ouvidorias e corregedorias de policia.
    Preparemo-nos para esta próxima C.F., porque ela vem quente, vai tocar em pontos delicados e nós devemos estar  fervendo, isto é, estar preparados.

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