Colunistas

ENCONTRO MUNDIAL DA FAMÍLIA

05/02/2009

Padre Ronaldo Mazula

No México, de 14 a 18.1.2008 foi realizado o VI Encontro Mundial das Famílias, organizado pela Igreja Católica. Participaram do mesmo 6 mil pessoas de 98 países, 200 bispos e 30 cardeais. Mais de um milhão de pessoas participaram das atividades previstas por ocasião do VI Encontro, convocado por Bento XVI com o tema: A família, formadora nos valores humanos e cristãos. Os participantes refletiram sobre a situação da família no mundo atual e propostas para que ela seja mais respeitada, valorizada e formadora de valores humanos e cristãos e insistiu para que as famílias conscientes sejam sujeitos vivos e operantes na Igreja e na sociedade civil.

Atualmente, vários problemas afetam a família: ausência de valores compartilhados e de uma certeza educativa; pais desmotivados, desenfocados, egoístas e desmotivados, com filhos imaturos e desorientados; falta de vivência e educação na fé falta de relações amorosas e respeitosas.

Em vários países a legislação reconhece as uniões administrativas de pessoas do mesmo sexo. Aborto, divórcio, eutanásia, temas de bioética, penetram também na mentalidade do povo. Infelizmente, existe um conceito errado de liberdade, entendida como uma autonomia fechada em si mesmo; privilegiam-se outras formas de convivência que ofuscam o valor da família, baseada no matrimônio de um homem e de uma mulher. Hoje, colocar-se a serviço da transmissão da vida e da educação dos filhos é muito difícil. Com esta mentalidade errada, muitas vezes se difundem - sem um amplo consenso social e sob o impulso de pequenos, mas ativos grupos de pressão fortemente ideologizados e de grandes recursos econômicos – leis que permitem, com muita facilidade, o aborto, assim como o divórcio rápido e a eutanásia. Responder a estes desafios é uma obrigação moral, mas também difícil.

A família cristã deve enfrentar hoje, com criatividade e com espírito propositivo, o desafio de uma cultura individualista e mercantilista, baseada na produção e no consumismo. Na família, se aprende e experimenta o sentido da solidariedade, da dignidade da pessoa, da lealdade, da cooperação, da própria autonomia através da experiência dos pais. Hoje, há famílias que se reúnem frequentemente para celebrar os principais acontecimentos civis, religiosos e suas tradições e para buscar soluções a seus problemas. Assim, a família é a principal instituição de ajuda e de solidariedade.

A Igreja Católica está realizando um grande esforço de evangelização para apoiar as famílias cristãs em seus valores, estimulando-as para empreender uma ampla estratégia de promoção de defesa da vida desde a concepção até a morte natural e dos direitos da família, inclusive no âmbito político, cultural, econômico e social. Nos últimos anos surgiram numerosas iniciativas, tanto eclesiais como civis, ao serviço da família: grupos, movimentos, associações ao serviço da pastoral familiar, institutos de formação em bioética, associações civis e redes que apóiam todo este trabalho.

Deus abençoe e ilumine a todos os pais, mães e filhos, para que formem famílias santas e felizes. E que todos assumamos o compromisso de formar famílias responsáveis e comprometidas com a Vida em plenitude.

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