Nestas primeiras semanas de fevereiro milhares de escolas brasileiras reiniciam mais um ano letivo. Acolhida humanitária, trote, novos amigos, novos professores, novos desafios, novas expectativas, novos projetos etc. Crianças, adolescentes, jovens e adultos, sedentos por encontrar o conhecimento que ajude a humanidade a encontrar o verdadeiro sentido da vida humana.
Mas, como encontrar o sentido da vida num mundo desorientado, com famílias desestruturadas, numa sociedade com valores invertidos e ambíguos, com escolas e professores fragilizados e desencantados?
Penso, ante esta pergunta, no sentido e valor da FAMÍLIA, formada por pais maduros, responsáveis e comprometidos com a educação. A primeira escola de uma criança é o seu lar, a sua convivência familiar. Precisamos de famílias com pais que partilhem com seus filhos os valores do amor, diálogo, respeito, perdão, tolerância, solidariedade, cidadania etc. Pais que não terceirizem a educação dos filhos e a assumam com dedicação, testemunho de vida e bons exemplos. Pais capazes de colocar limites a si mesmos e aos filhos e que não sejam relapsos e nem inconseqüentes. Pais que dediquem seu tempo aos filhos e não só ao trabalho, à televisão, ao computador, aos jogos, aos botecos etc. Pais que não comprem seus filhos com dinheiro, roupas, viagens etc. Pais que sem excluir as novas tecnologias (computador e internet, celular, pagers, ipods, mps(3,4,6.....) não deixem que elas dominem e escravizem seus filhos. Enfim, pais que amem a vida e se coloquem, gratuita e livremente, a seu serviço.
Por outro lado, precisamos de escola que sejam espaço de troca e busca do conhecimento. Escolas que sejam espaço de encontro fraterno, socialização, modelos de realização e convivência humanas. Escolas que sejam verdadeiras comunidades educativas, formadas num movimento sinérgico pela união de todos os seus envolvidos: direção, professores, funcionários e colaboradores, alunos, pais e comunidade. Escolas que sejam modelo de humanização para a plena realização da pessoa.
Finalmente, gostaria de recordar, especialmente, o papel primordial do professor. Esta pessoa que assume a responsabilidade de ajudar nossos alunos a se relacionar com o conhecimento de forma sadia, progressiva e coerente na busca do sentido da vida!
Que todos os alunos encontrem em suas vidas, mestres que as ensinem a amar e a cuidar da vida, com postura ética (valorizando a ordem do mundo e as relações), estética (cuidando da vida planetária com carinho e disponibilidade) e mística (aprofundem o sentido da vida, assumindo esta causa com ânimo generoso, construindo o ´outro mundo possível´). Que guiadas e orientadas por professores dignos e sadios, aprendam a ser gente, a se relacionar consigo mesmas, com Deus e com o outro.
Cada aluno precisa de um professor autêntico e verdadeiro! PROFESSOR que seja “reflexivo-investigador, comprometido com a área da Educação, com a ética democrática, trabalhando para a promoção da dignidade humana, justiça, respeito mútuo, participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade, atuando como profissional e cidadão, conhecedor da sua realidade econômica, cultural, política e social para atuar como agente transformador do contexto em que está inserida a prática educativa; orientador e mediador de um processo de ensino-aprendizagem democrático, que lide de forma justa com a diversidade existente entre seus alunos, envolvido com a escola e a comunidade (cidadania).” (cf.: MEC.: Diretrizes de Formação de Professores)
Que o Deus da Vida e do Amor abençoe, proteja e ilumine a todas as nossas escolas, especialmente alunos e professores!