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PÁSCOA: RESSURREIÇÃO DE JESUS!

15/05/2009

Padre Ronaldo Mazula

Doze de abril: PÁSCOA, festa da Ressurreição de Jesus Cristo. Solenidade principal e central do Cristianismo. Festa da vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o egoísmo.

A palavra Páscoa, vem do hebraico Pessah, que significa PASSAGEM. Passagem da morte para a vida, da paixão e cruz para a uma nova Vida, passagem da dor para a alegria, do corpo corruptível para o corpo incorruptível, da vida de sombras e pecados para uma vida de luz e graça, de uma vida material para uma vida espiritual.

A Páscoa que Jesus comemorou na ceia com os apóstolos foi a Páscoa dos judeus; pois anualmente eles se reuniam para relembrar a passagem (páscoa) do mar Vermelho, quando fugiam da escravidão do Egito, guiados por Moisés. A Páscoa cristã tem outro significado: a lembrança da Ressurreição de Jesus. Ressurreição significa reviver, voltar à vida, ressurgir. Ao ressuscitar, Jesus venceu a morte e passou para uma vida nova, vida celestial, vida transcendente, na comunhão com Deus.

O Cristianismo, por vontade do próprio Cristo, propõe a crença num Deus que se fez homem, carne perceptível e sensível para nos mostrar que o amor de Deus por nós é tão grande que Ele é capaz de se fazer UM como nós, no mistério da sua Encarnação.

Este Deus que se faz humanidade em Cristo, quer nos divinizar e nos conduzir para as realidades divinas. Assim, a sua paixão e morte é o momento em que Ele assume a Encarnação até as últimas conseqüências, pois assumindo a morte Ele assume a fragilidade humana. Mas, a morte para Jesus é passagem para uma realidade, para uma dimensão transcendente. A morte é o caminho para a Páscoa, para a VIDA NOVA.

É isto que Jesus nos propõe neste tempo santo e de esperança!

Vivemos um momento em que o mundo parece viver para corromper e ser corrompido. Momento em que as frustrações e desilusões com a economia e política parecem crescer sempre mais. Momento em que as instituições saudáveis e éticas parecem ser superadas pelas ambigüidades e subjetivismos relativistas. Momento de descrença nos projetos comuns e fortalecimento dos egoísmos. Momento de rejeição da ordem e adoração do caos e da anarquia. Enfim, poderíamos fazer um grande elenco de situação fragilizantes dos tempos contemporâneos.

Diante deste quadro atual, é possível falar de Páscoa?

Creio que sim, pois é inerente ao ser humano crer no futuro e na esperança de dias melhores! É inerente ao homem e à mulher a vontade de ter um sentido para sua vida e de ser feliz! Apesar das depressões, estresses, desilusões e frustrações, há muitos que acreditam num mundo melhor com estruturas mais justas, amorosas e éticas, onde as relações sejam respeitosas e a VIDA amada e valorizada em sua plenitude.

Como Cristo venceu a morte, somos chamados a vencer as atitudes de morte. Como Cristo passou, com sua luz, pelo vale das sombras, somos chamados a iluminar o mundo com a luz do amor, da verdade, da ética, da honestidade e da solidariedade. Precisamos crer que venceremos os interesses econômicos e políticos que destroem a natureza e a vida humana com as suas propostas de exploração desequilibrada do cosmos e que descartam milhares de vidas, excluindo grande parte dos seres humanos do acesso aos meios necessários para uma vida digna e sublime.

Sim, CREMOS na Páscoa, na passagem de uma sociedade com muitos sinais de morte, para uma sociedade de VIDA PLENA, de amor e paz para todos.

Feliz Páscoa e feliz crença num futuro melhor!

Pe. Ronaldo Mazula, cmf

 

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