Colunistas

A alegria é o diferencial do Cristão

29/05/2009

Padre Pedro

Alegria, júbilo, exultação, regozijo: temas que perpassam toda a Sagrada Escritura como expressão de agradecimento pela presença salvadora de Deus, por seus atos salvíficos, presentes e futuros. A natureza é convidada a participar desse júbilo como testemunha silenciosa das maravilhas de Deus. O próprio Deus participa dessa exultação.Na plenitude dos tempos, a alegria está centralizada na pessoa de Jesus, Deus feito homem. O nascimento de seu precursor já é motivo de alegria. O próprio João Batista exulta de alegria no seio de sua mãe. Maria se deixa tomar pelo júbilo da salvação. Durante sua vida, Jesus convida para viver a alegria da salvação. Alegra-se porque o Evangelho é anunciado aos pequeninos, os pecadores se arrependem, a ovelha perdida é encontrada e a dracma, recuperada. Manifesta alegria por estar comunhão com o Pai, por cumprir sua vontade. Pede que o Pai conceda essa mesma alegria aos discípulos, exortando para que a conservem. Será o grande dom por ocasião de seu retorno.Paulo costuma iniciar suas cartas com expressões de alegria cristã: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Fl 4,4). Assevera que Deus ama a quem dá com alegria, que o júbilo é fruto do Espírito, característica do Reino de Deus, mesmo nos momentos de provação.A alegria da vida eterna está reservada aos que seguem Jesus, aos que tiverem sido convidados para participar das núpcias do Cordeiro (AP 19,6-7).O próprio Deus constitui a razão primeira e última da verdadeira alegria. No entanto, é também motivo de regozijo por suas obras, sua aliança, sua misericórdia, seu perdão. Faz-nos permanentemente redescobrir a alegria da salvação em Jesus, por meio de seu Espírito que habita em nós, na Igreja, no mundo.Alegrai-vos sempre no senhor! “A alegria é oração, a alegria é fortaleza, a alegria é amor; a alegria é uma rede de amor com a qual podeis chegar às almas. Deus ama a quem dá com alegria. Dá mais, quem dá com alegria. O melhor caminho para mostrar nossa gratidão a Deus e às pessoas é aceitar tudo com alegria. Um coração contente é o resultado normal de um coração que arde de amor. Não deixeis entrar em vós nada de triste que vos possa fazer esquecer a alegria do Cristo ressuscitado” (Madre Teresa de Calcutá). 

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