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JUSTIÇA - Dupla acusada de matar segurança de Batatais em baile vai ser julgada em Ribeirão Preto

*Dois moradores de Pontal irão a julgamento por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio

02/07/2010

A Justiça de Pontal pronunciou (determinou que serão levados a júri popular) Anderson Ricardo Teixeira e Cláudio Rodrigo Nascimento acusados de terem assassinados, a tiros, o segurança particular Carlos Henrique Soffiati e de tentativa de homicídio contra o também segurança Roberto César Magrini Júnior, no dia 15 de fevereiro de 2009, por volta das 4h50. Os dois foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado, motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Se condenados, ele podem pegar de 12 a 30 anos de reclusão. Cabe recurso da pronúncia ao Tribunal de Justiça do Estado. O incidente ocorreu em frente a um clube da cidade onde  foi realizado um baile pré-carnavalesco naquela noite. As vítimas trabalhavam para uma empresa de Batatais, que foi contratada naquela noite para prestar serviços no clube Recreativo.

Soffiati, então com 25 anos de idade, residia em Batatais e morreu a caminho da Santa Casa de Ribeirão Preto. Magrini, hoje com 30 anos, foi hospitalizado em estado grave na unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e sobreviveu. O julgamento foi desaforado para a Comarca de Ribeirão Preto, mas por causa da greve dos servidores do Fórum de Justiça, a data ainda não foi marcada.

O advogado de um dos réus, o ribeirãopretano Hamilton Paulino Pereira, confirmou o desaforamento, mas não explicitou os motivos.

A defesa requereu a impronúncia, ou seja, a improcedência da decisão judicial,  argumentando que o arcabouço probatório era frágil para assegurar a participação dos acusados dos crimes capitulados na denúncia.

 O crime 

Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP-SP), naquela madrugada as duas vítimas se desentenderam com dois clientes que supostamente estavam se recusando a deixar o estabelecimento, já que o baile havia sido encerrado. De acordo com testemunhas, os clientes teriam feito ameaças contra os seguranças. Cerca de 15 minutos depois do bate-boca, os seguranças deixaram o prédio e teriam ido em direção a uma perua Kombi branca que os levariam de volta a Batatais, quando teriam sido cercados pela dupla, que respondeu com violência. Um dos agressores portava um revólver e atirou contra os seguranças. Magrini teria sido agredido com cadeiras e foi levado inconsciente para o HC.

Os acusados teriam tentado fugir em uma Parati verde, mas foram contidos pela Polícia Militar.

 

Negativa

 

Interrogado em juízo, o réu Cláudio disse que no dia indicado na denúncia estava no local dos fatos, acompanhado do co-réu Anderson e de outros amigos. Ao sair do clube, o segurança Thiago desferiu-lhe um tapa em sua cabeça. Afirmou não ter ouvido os disparos de arma de fogo, esclarecendo que, naquela ocasião, estava no carrinho de lanches. Negou qualquer discussão prévia no interior do clube entre ele, Anderson e os seguranças privados.

O co-réu Anderson, em seu interrogatório , negou os fatos a ele imputados, sob a alegação de que, em data anterior ao ocorrido, ele e Cláudio foram retirados de uma festa por Thiago, funcionário da empresa de vigilância contratada para a segurança do baile, porém, retornaram ao recinto logo após, o que teria provocado a ira de Thiago. Afirmou que no momento do tumulto estava na lanchonete com sua namorada, Cláudio e alguns amigos. Afirmou ter ouvido os disparos

 

Acusação

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Já a vítima Roberto Cesar Magrini Junior, na fase de inquérito policial, declarou que, por volta das 04h, dois indivíduos desconhecidos iniciaram uma briga no interior do clube, sendo um dos envolvidos retirado por ele e o outro pelo seu colega Thiago. Os vigilantes Carlos Henrique e Marcos teriam acompanhado a retirada destas pessoas. Informou que, no momento em que tentava retirar um dos rapazes, foi atingindo por uma cadeira. Assim que retiraram os dois indivíduos do interior do clube, surgiram cerca de vinte pessoas, que passaram a agredir os seguranças. Disse que começou a correr e tropeçou, razão pela qual foi atingido por vários indivíduos que o agrediram, notadamente com chutes, que culminaram em seu desmaio. Seu colega Carlos foi alvejado com tiros e faleceu.

Em juízo, a vítima Roberto declarou que ao final do baile houve um tumulto na saída e os seguranças conseguiram conter a briga e expulsar dois indivíduos que lhe deram causa. Ao retornarem ao clube foram cercados por quinze ou vinte pessoas, motivo pelo qual cada um correu para um lado. Antes de correr, viu o momento em que um indivíduo conhecido como Tempone apontou a arma em direção a Carlos, disparando-a.

A testemunha de acusação Cláudio, policial militar, disse que foi acionada a comparecer até o clube  em que ocorria um baile de pré-carnaval, que culminou com uma vítima alvejada por disparos de arma de fogo e outra ferida gravemente. No local, foi informado que a vítima baleada, um dos empregados da empresa contratada para fazer a segurança no clube, já havia sido encaminhado à Santa Casa. Disse que os demais seguranças  informaram as características dos envolvidos, sendo certo que dois deles haviam corrido em direção a um veículo modelo Parati. Em diligências nos arredores, conseguiu abordar os réus, que foram reconhecidos pelos seguranças como participantes do tumulto. Foi-lhe informado que os acusados participaram das agressões perpetradas contra os dois seguranças e o réu Cláudio, em especial, teria incentivado outra pessoa a atirar contra a vítima Carlos. Soube, ainda, que em um baile ocorrido em data anterior aos fatos os acusados discutiram com os mesmos seguranças da referida empresa que estavam trabalhando no evento.

O elemento acusado de efetuar os disparos, conhecido como Tempone, teria fugido em uma moto de cor verde.

A juíza Ana Carolina Aleixo Cascaldi Marcelino Gomes Cunha foi a autora da sentença de pronúncia e considerou que as atitudes dos dois réus colaboraram decisivamente para  a consumação homicídio e para a tentativa de assassinato..

 ARQUIVO DIGITAL Segurança de Batatais leva dois balaços no peito e é morto em Pontal Ele fazia a segurança de um baile no Clube Recreativo, quando ocorreu uma confusão, por volta de 4h30. Um homem foi ao carro e buscou uma arma, e sem dó nem piedade atirou contra o tórax e o abdomen de Sufiati, que ficou estendido na calçada. 

17-02-2009 – 20H40 - Um porteiro morreu e um segurança foi espancado durante uma briga, na madrugada deste domingo (15), na frente do Clube Recreativo de Pontal,
Segundo a polícia, eles foram atacados por um grupo formado por cerca de dez homens.
Carlos Henrique Sufiati, de 21 anos, era funcionário do Grupo Valentini (Empresa de Segurança de nossa cidade) e foi morto com um tiro no peito e outro no abdômen. Ele e Roberto César Magrini Júnior, de 29 anos, prestavam serviço para o clube durante um baile, quando se envolveram em um desentendimento com alguns rapazes do grupo.
De acordo com familiares, Sufiati era casado, tinha um filho que completou oito meses na última terça-feira (um dia após ser enterrado no cemitério da Saudade).
No sábado, o porteiro trabalhou o dia todo, e por volta 18h00, saiu de casa dizendo para os familiares que iria fazer um “bico” juntamente com um amigo na cidade de Pontal. “Ele era uma pessoa trabalhadora, seu sonho era com o dinheiro extra que ganhava, para fazer a festinha de 1 aninho de seu filho no dia 17 de junho”, disse sua mãe, com exclusividade ao diretor do A Noticia.
Eles faziam a segurança de um baile, no Clube Recreativo, quando ocorreu uma confusão, por volta de 4h30. Um homem foi ao carro e buscou uma arma, e sem dó nem piedade atirou contra o tórax e o abdome de Carlos Henrique Sufiati, que morreu na calçada. Na confusão, Roberto César Magrini Júnior foi espancado e atingido por uma cadeirada, sendo internado em estado grave na Unidade de Emergência (UE, do Hospital das Clínicas (HC), de Ribeirão Preto. Várias pessoas brigaram, mas o autor dos tiros, que fugiu, teria sido ajudado por dois homens que foram presos em flagrante e levados à cadeia de Jaboticabal.
De acordo com a assessoria de imprensa do HC, Magrini teve alta na manhã desta terça-feira e passa bem.
O corpo de Sufiati só foi liberado pelo SVO- Serviço de Verificação de Óbito- de Ribeirão Preto no inicio da noite de domingo, velado por familiares e uma centena de amigos e sepultado já nas primeiras horas de segunda-feira(16).
Neste domingo, 21, será celebrada a missa de sétimo dia em sua homenagem, nas dependências da Escola Professora Ester Vianna Bologna (bairro Antônio Romagnoli) às 8h00, tendo como celebrante Pe. Nelci de Souza

  

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