Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas - o equivalente a uma praça nova a cada 40 dias. O Estado já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. São 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, ante 113 no restante do País, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias.
Nos últimos 12 anos, a segurança e a qualidade das rodovias melhoraram, mas os altos preços cobrados se tornaram alvo frequente de críticas dos motoristas. Nesta semana, as reclamações devem aumentar ainda mais. Os pedágios nas rodovias estaduais foram reajustados a partir da 0h de quinta-feira (1.º) e teve tarifas "quebradas" em R$ 0,05. O reajuste foi estabelecido através do Ofício ST-GS-7019/2010, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 26 deste mês e considera a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) entre junho de 2009 e maio de 2010.Nas praças administradas pela concessionária Autovias (Grupo OHL), que tem sob sua responsabilidade 316,5 quilômetros de rodovias em nossa macrorregião, que sair de Batatais para dar um role até Franca ou Ribeirão Preto vai gastar R$ 12,90, veja as tarifas em nossa região: Pedágio de São Simão – Tarifa: R$ 5,10.Via Anhanguera – SP-330 – Quilômetro 281 Pedágio de Santa Rita do Passa Quatro – Tarifa: R$ 5,10.Via Anhanguera – SP-330 – Quilômetro 253 Pedágio de Guatapará – Tarifa: R$ 10,00.Rodovia Antonio Machado Sant’Anna – SP-255 – Quilômetro 46 Pedágio de Restinga – Tarifa: R$ 6,45.Rodovia Cândido Portinari – SP-334 – Quilômetro 374+500m Pedágio de Batatais – Tarifa: R$ 6,45.Rodovia Cândido Portinari – SP-334 – Quilômetro 344 O principal pedágio do sistema Anchieta-Imigrantes vai aumentou de R$ 17,80 para R$ 18,50.
Para se ter uma ideia, ficou mais barato viajar a outro Estado do que internamente. Cruzar de carro os 404 quilômetros entre a capital paulista e Curitiba, no Paraná, por exemplo, custa R$ 9 em tarifas. Já para cobrir distância semelhante até Catanduva, por exemplo, é preciso desembolsar R$ 46,70.
Isso se explica, em parte, pelo modelo adotado no programa de concessões paulista. As licitações, em 1998 e 2008, levaram em conta o montante que as empresas ofereciam ao Estado para ter a concessão, a chamada outorga. A vantagem é que o dinheiro pode ser aplicado em novas estradas. Por outro lado, esse valor é repassado aos motoristas.
Já o modelo adotado pelo governo federal faz a concessão àquele que oferecer a menor tarifa. O benefício é o preço mais baixo; a desvantagem, a falta de verba para investir. As Rodovias Fernão Dias e Régis Bittencourt, privatizadas em 2008, continuam em estado precário. Críticos afirmam que o pedágio não foi suficiente para cobrir os custos da recuperação das estradas.
Qualidade. As rodovias estaduais não têm esse problema: ocupam as dez primeiras posições entre as melhores do País, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes. E são aprovadas por 93,6% dos usuários, de acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Segundo estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) em 2007, no entanto, o pedágio estadual é um dos mais caros do mundo, superando autoestradas da Europa e dos EUA.