Poucos conhecem o personagem Sirineu do Carmo, nascido e nossa cidade em 1915 e falecido no ano 1984, com setenta e quatro anos.Nossa cidade também tem seus personagens folclóricos, como a Zina, Pinduca, Carlim das Correntes, Jamelão, Tótota, mas este realmente ficou no esquecimento da nossa população. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país. As lendas são histórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.Pois bem Sireneu do Carmo, o famoso “Teu”, que vivia no bairro Riachuelo, residia com uma irmã dona Clarinda na baixada do córrego do capão hoje Avenida XIV de Março, lá no começo no poço do “Parque das Nascentes o “Córrego do Teu”, como é conhecido o local, onde antigamente, todos os dias, para pasmo dos passantes, nadava peladão um famoso surdo-mudo sexagenário de apelido “Teu”, esse jaz. Como contavam os mais antigos, ele corria atrás das crianças com um enxadão quando as mesmas iam brincar em seu poço. Uma pessoa boa, humilde, deficiente, segundo os mais antigos quando Sirineu nasceu teve um tipo de “sarampo recolhido”, as conseqüências foram uma paralisia no braço e na perna direita, não falava nem escutava. Nos seus últimos anos viciou-se em cigarros e se entregou a bebida, no final virou evangélico por acompanhar a família. Hoje Batatais, já não há mais “Teu”, o asfalto chegou, e as crianças já não têm mais medo de brincar por ali, à beira da água, inclusive.