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Polícia faz reconstituição de homicídio que abalou nossa cidade

20/01/2012

A Polícia Civil de Batatais realizou na manhã da última sexta-feira, 6 de janeiro, a reconstituição do assassinato do comerciante Gilmar Donizeti de Castro, 52, ocorrido na manhã do dia 28 de dezembro, no bairro Chácara Jóia, zona sul da cidade. O acusado pelo assassinato, o servente geral Alessandro Aparecido da Silva, 34 anos, chegou ao local fortemente escoltado por dois investigadores; Zanoelo e André por volta das 9h00 e participou da encenação, ocorrida na garagem da casa de Castro, palco da tragédia.Todo trabalhado durou 1h30, ele repetiu minuciosamente como matou o proprietário do bar, a reconstituição foi presidida pelo delegado Mazzaron Filho, que teve o auxilio do competente perito policial Dr. Celso Garcia e a fotografa Maria Aparecida.Ao contrário do que a policia esperava, poucos curiosos aglomeraram em frente a residência de Castro, facilitando e muito os trabalhos da policia. Mazzaron Filho já solicitou a Justiça batataense a prorrogação da prisão cautelar para Silva de mais trinta dias, tempo este para a conclusão do inquérito policial. Segundo o delegado, a reconstituição não acrescentou nada ao depoimento de confissão do acusado, que era inquilino da vítima. “Ele nos mostrou a dinâmica dos acontecimentos e que matou o Gilmar com golpes de marreta e a facadas porque suspeitava que ele ajudava a sua namorada a trai-lo”.Após a encenação, o acusado se despediu dos familiares e chorou muito, juntamente com suas duas filhas.Mazzaron Filho, enquadrou Silva por homicídio qualificado – Art 121 § 2 – por motivo torpe e com requinte de crueldade.  O crime A Polícia esclareceu o homicídio na última quarta-feira, 4 de janeiro. De acordo com o delegado Sebastião Mazzaron, o servente geral Alessandro Silva, natural de Sertãozinho, confessou o crime. Ele afirmou que sua namorada teria mudado o comportamento por influência de Castro e que na noite anterior, dentro do bar do comerciante, ele havia sido chamado de “chifrudo”.Na manhã seguinte, ele pegou uma marreta e uma faca de cozinha com 20cm de lâmina e foi tirar satisfações com a vítima, empurrando-a e depois acertando os golpes. A última facada, segundo Mazzaron, que perfurou o pescoço de Castro, teria sido dada para confirmar o homicídio. A bateria do celular de Gilmar foi encontrada dentro de um bueiro no bairro Francisco Pupim, apenas a marreta usada na execução ainda não foi localizada, segundo o autor do crime ele a teria jogado às margens do Córrego dos Peixes. O assassino confesso já tinha passagem por tentativa de homicídio. 

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