Um caminhoneiro foi assaltado por três rapazes, nas proximidades do Posto de Combustíveis, no alto do Simara. Na ação, os ladrões levaram o aparelho celular e R$ 80,00 da vítima. O roubo ocorreu na noite de quarta-feira, 18, por volta das 23h. O motorista chegou a reagir, porém nada sofreu. Pouco depois, a PM apreendeu um rapaz suspeito de ser um dos assaltantes. O caminhoneiro Humberto Agostinho de Figueiredo, 39, estacionou seu caminhão em frente ao posto, à margem da rodovia Altino Arantes, e foi jantar num restaurante, ali perto. Ao retornar, quando abriu a porta para subir na cabine do caminhão, apareceram três rapazes, e um deles, usando uma luva de lã, apontou um revólver pequeno contra a sua cabeça, anunciando o assalto. Os outros dois bandidos, que não estavam armados, ficaram fazendo a assistência. Pegaram o aparelho celular e a carteira do bolso do motorista. Retiram R$ 80,00, em notas, e enfiaram a carteira de volta ao bolso da vítima. Daí, eles ordenaram a Humberto que entrasse no caminhão, dizendo que queriam sair de “pinoti”, ou seja, pretendiam entrar junto na cabine, levando o caminhoneiro como refém. Talvez pensassem roubar o caminhão, ou sabe-se lá o que poderiam fazer. No entanto, antes de subir na cabine, o motorista agarrou o braço do rapaz que empunhava a arma e, ato contínuo, deu-lhe um forte empurrão, e então saiu correndo pela rodovia. Foi então que os três ladrões correram para o lado contrário, em fuga, rumo à Vila Lopes. A Polícia Militar foi acionada, e começaram as diligências. Dali trinta minutos, os PMs Pereira e Ferreira, depararam-se com um adolescente, de 17 anos, montado numa bicicleta, no alto da rua São Paulo, próximo ao recinto da Festa do Leite. Ao ver o carro da polícia, o rapaz, que mora na rua Pernambuco, na Vila Cruzeiro, fincou os pés nos pedais, acelerando sua toada, tentando fugir, mas logo foi alcançado e abordado. O menino tinha na cintura um Rossi, calibre “38”, cano curto, com quatro balas no tambor. Carregava também uma luva de lã. Quanto ao assalto, ele disse aos PMs, que apenas tinha ido buscar a arma, escondida anteriormente nos fundos da Festa do Leite, e que não tinha nada a ver com a ocorrência do Simara. Já no plantão policial civil, ele contou que tinha ido buscar a arma escondida na Vila Lopes, e que pretendia vendê-la ou trocá-la por drogas, e continuou jurando de pés-juntos que não tinha participado do assalto, apesar da arma, da luva, e da blusa vermelha que usava, conforme também usava um dos assaltantes. A vítima acabou não reconhecendo o suspeito, e desta forma, ele foi enquadrado apenas por ato infracional de porte irregular de arma de fogo. Registrada a ocorrência, o menor foi entregue à mãe, que se comprometeu a apresentá-lo ao Juizado da Infância e Juventude, quando for intimado. Não houve outros suspeitos.