Recentemente eu estava lendo um artigo do brilhante Luís Fernando Veríssimo onde ele dizia que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender o que se passava no Brasil neste início do terceiro milênio. Dizia ele que será necessário fazer muita pesquisa para descobrir a razão de o país ter um dos presidentes da República mais populares da sua história (Luiz Inácio Lula da Silva) e ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da grande mídia. Mas eu digo que a salvação dos futuros historiadores é que mesmo depois de passadas algumas décadas será possível conhecer a opinião pública através da Internet. Pela primeira vez na história nós estamos tendo a oportunidade de ser não apenas atores, mas também autores da nossa história. O roteiro da história do nosso país é novo, e por isso alguns enfrentam dificuldade para aceitar o fato de estarmos consolidando uma genuína civilização brasileira. Percebe-se que o sentimento da grande mídia é de ressentimento contra o próprio povo brasileiro que, sofrido e colonizado, vislumbra agora um horizonte mais nítido, pois o Brasil está deixando de ser o país do futuro para ser o país do presente. Não precisamos mais depender de um “milagre brasileiro” porque estamos trabalhando para ter o que queremos ter. Quanto aos historiadores, além da Internet onde o povo expressa seu sentimento com relação ao Presidente que tem mais de 80% de aprovação, eles terão também a imprensa internacional que reconhece o que o Brasil está fazendo e expressa admiração. A opinião pública mundial está conseguindo decodificar o papel do Brasil neste novo milênio e vê em nosso presidente o mais importante líder mundial desta década. Eu compartilho do sentimento do Luis Fernando Veríssimo, pois vejo que a cada dia a nossa grande mídia escreve para um número cada vez menor de leitores. Vão acabar escrevendo apenas para si mesmos. QUE LIBERDADE?Na última segunda-feira, dia 21 de junho, na sede do Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, aconteceu o lançamento do mais novo livro do Dr. Venício de Lima: “Liberdade de Imprensa X Liberdade de Expressão”. Venício é sociólogo, jornalista e publicitário. Mestre, doutor e pós-doutor em Communications pela University of Illinois at Urbana–Champaign. É também pós-doutor pela University of Miami–Ohio. Professor titular de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília. Neste seu novo livro, Venício opõe os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa, ressaltando que esta última, no sistema capitalista, foi transformada em liberdade de empresa. No prefácio do livro, Fábio Konder Comparato diz que, “por ocasião da independência dos Estados Unidos, James Madison afirmou que um governo democrático, sem uma imprensa controlada pelo povo, seria um prelúdio à farsa, à tragédia, ou a ambas as coisas”. E emendou: “No Brasil, a criação do oligopólio empresarial dos meios de comunicação de massa durante o regime militar (1964 a 1985) logrou, de fato, unir a farsa à tragédia. Não foi por outra razão que esse amálgama monstruoso mereceu de um jornal de São Paulo a leviana qualificação de ditabranda” (Referência à Folha de São Paulo que disse que no Brasil a ditadura militar foi ditabranda). O livro é composto de 23 artigos que abordam aspectos diferentes da relação entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa, distribuídos em cinco capítulos: “O ensinamento dos clássicos”, “O ponto de vista dos empresários”, “A posição das ONGs”, “Questões em Debate”, e “As Decisões Judiciais”. CORINTHIANO TRAÍDOAssistir os jogos da seleção brasileira na TV Globo não dá, pois o tal de Galvão Bueno além de atrapalhar, irrita. Na Band era bom, pois o Luciano do Vale limita-se a narrar o jogo e empolga. Eu disse que ERA bom, porque depois que surgiu o tal de Neto, a coisa ficou irritante. Além de mudar de opinião a cada jogada, o cara não perde o hábito de tecer auto-elogios. A cada transmissão seu ego cresce. Mas o que é mais irritante mesmo é o fato do cara ficar o tempo todo torcendo pelo Corinthians. Até nas transmissões dos jogos da Copa da África ele insiste em ser mais corinthiano do que comentarista. Exemplo: No jogo entre Argentina e Coréia do Sul ele começou a criticar Higuaín o camisa 9 argentino, ao mesmo tempo em que rasgava seda para o Tevez. Chegou a dizer que o Tevez era um dos melhores em campo (porque corria muito) e que se o técnico quisesse ganhar o jogo teria que tirar o Higuaín, pois ele estava se arrastando em campo. De - repente o técnico tirou o Tevez. Neto ficou maluco e disse que agora a Argentina iria se dar mal. Bem, quem assistiu ao jogo sabe que o Higuaín fez três dos quatro gols e passou a ser o artilheiro da competição até aquele momento. Mas porque Neto elogiava o tal de Tevez que nunca jogou nada? Eu sei que você acertou. É que o feioso jogou no Corinthians naquele período da suspeita de lavagem de dinheiro com o iraniano Kia Joorabchian, da MSI - Media Sports Investments. O centroavante saiu aplaudido pelos torcedores em Joanesburgo e ainda ganhou um abraço afetuoso de Don Diego Maradona. O bom seria que o Neto fosse para a Globo e ficasse ao lado do Galvão Bueno e o Caio viesse para a Band comentar os jogos ao lado do Luciano do Vale. TRANSMISSÃO E INTROMISSÃOO técnico da seleção brasileira de futebol, Carlos Caetano Verri, o Dunga, está em atrito com as organizações Globo desde 1990 quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo e ele foi o bode expiatório da derrota. Mas o forte Dunga deu a volta por cima e em 1994, como capitão da seleção canarinha, levantou a taça nos EUA. Em 2006 o Brasil teve outro fiasco devido, em grande parte, ao oba-oba do “doutor” Ricardo Teixeira. Mas para salvar o Brasil de novo vexame, quem é que foi convocado? O velho Dunga! E lá vem crítica da Globo de novo. Mas Dunga provou que é forte. Formou um grupo unido deixando certos figurões de fora e venceu a Copa América e a Copa das Confederações com folga. Mesmo com duas vitórias nos dois primeiro jogos da seleção na África, as organizações Globo (TV e jornal) continuaram criticando os treinos fechados, o tratamento igualitário dado à imprensa apenas com entrevistas coletivas e nada de entrevistas exclusivas. A TV Globo negociou com Ricardo Teixeira fazer entrevistas exclusivas com jogadores e Dunga barrou. Aquele bate-boca entre o jornalista da Globo e o técnico foi apenas a ponta visível do iceberg. Na verdade, mesmo que o Dunga vença a Copa ele será demitido, pois a Globo ainda continuará mandando no futebol brasileiro e confundindo direito de transmissão com direito de intromissão. IMPRENSA LIVRE?Hoje em dia, devido às rápidas mudanças nos meios de se informar, a pergunta que está sendo feita é esta: O que é realmente uma imprensa livre? Será que o Brasil te uma imprensa livre? Poderá vir a ser, mas no momento ela é prisioneira do poder econômico, controlado pelas classes endinheiradas. A preferência dos barões da mídia é sempre escancarada e escandalosa. No momento, por exemplo, há uma unanimidade contra a candidata de Lula, a senhora Dilma Rousseff. Há exceções, mas poucas na chamada grande imprensa. Um pouco de liberdade se verifica apenas na mídia alternativa que é extremamente pulverizada e de escassa circulação nacional. A novidade é a internet que dá direitos iguais ao povão, fato que já deu para ser percebido na reeleição do Lula que venceu mesmo contra toda a grande imprensa estando do lado oposto. PSDB EM QUEDAO tucanato está em decadência no Brasil. Em 1998 o PSDB, partido do Serra e do FHC tinha 84 Deputados Federais. Em 2002 o número caiu para 59 e em 2006 caiu ainda mais elegendo apenas 48. Os especialistas em política nacional afirmam que nas próximas eleições a queda será ainda mais acentuada. O Estado de São Paulo tem sido a salvação da legenda, pois por aqui o eleitorado acha bonito comer caviar e falar francês, mesmo aqueles que nem sabem de onde vem o caviar e não entendem uma sílaba de francês. A maioria dos paulistas pensa que é esclarecida, mas não passa de uma elite reacionária e muito ingênua que politicamente se informa apenas através da TV e da chamada grande imprensa (revistas e jornais) controlada pelo tucanato. Muitos nem sabem de onde vêem as verbas que fazem as coisas acontecerem ao seu redor. Podemos tomar como exemplo a nossa Estância Turística de Batatais onde o Lula nunca ganhou uma eleição. O Governo Federal envia gordas verbas (O período do governo Lula bate recordes de envio de verbas para Batatais) e o Executivo não mostra a origem do dinheiro para o eleitorado. Quando menciona a origem de alguma verba federal o faz de modo tão sutil, mencionando apenas um ministro, um deputado ou apenas o vereador que foi o mediador da verba e o povo nem percebe que veio do governo Lula. A imprensa contribui com parcela significativa para a desinformação, pois no geral seus proprietários são subservientes e dependem dos governantes locais. E SE O SERRA VENCER?Vou arriscar uma profecia que espero não se cumpra: Se o Serra vencer, certamente o Brasil voltará ao final do governo do FHC. O governo petista terá sido apenas um intervalo. Lula será varrido da história e a privataria continuará. Sua fala inicial no dia da posse será esta: “Esqueçam tudo que o Lula fez”! (O FHC disse: Esqueçam tudo que escrevi, lembra-se?). O primeiro documento que o Serra assinará será o de livre comércio com o Tio Sam. Em seguida vai tirar o Brasil dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). A diplomacia brasileira voltará imediatamente àquele estado servil de lamber a bota dos países mais desenvolvidos. A educação será privatizada, pois como governador o Serra já provou que o governo não deve dar a mínima para professores e alunos. A dona Kátia Abreu assumirá o Ministério da Agricultura e destruirá todos os avanços conseguidos na agricultura familiar. Serra privatizará a Caixa Econômica Federal da mesma forma que tentou privatizar a Estadual e o Lula não deixou levando-a para o Banco do Brasil. O FHC? Bem, para não ficar atrapalhando com sua enrolação, o sociólogo será enviado para a França como embaixador. Tem muito mais que ele fará, mas na medida em que a campanha eleitoral iniciar iremos percebendo os detalhes do seu plano de desgoverno. Afinal de contas nós paulistas já sabemos do que ele é capaz. NOTA FINALOs governantes deste nosso planeta terra procuram tranqüilizar-nos, pobres mortais, dizendo que atualmente há 40 mil armas nucleares menos que nos terríveis e críticos tempos da Guerra Fria. Para quem entende o que eles estão dizendo, não há nenhum conforto, pois durante a guerra fria a capacidade nuclear existente poderia destruir o nosso belo planeta centenas de vezes e agora, com 40 mil artefatos nucleares a menos, o mundo poderá ser destruído apenas algumas dezenas de vezes. Fique em paz!